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A Culpa é da Bola

  • Foto do escritor: Roger
    Roger
  • 16 de fev. de 2021
  • 2 min de leitura

"A bola pune."

(Muricy Ramalho)


Para as pessoas familiarizadas com os termos utilizados em partidas de futebol, o título desta provocação é de pleno conhecimento.


Independente de onde se pratica ou do nível da disputa (desde a pelada nas ruas até nos grandes torneios), vários são os termos utilizados para qualificar as habilidades ou a falta delas, atribuídas aos jogadores e demais personagens do referido esporte: aqueles que fazem o juiz lembrar de sua genitora, ou aquele quando uma das equipes evita o jogo visando gastar o tempo; ao jogador que fica parado na área adversária, sem buscar jogo ou ajudar os demais colegas; ou aquele que simula quedas em determinadas partes do campo, visando obter algum logro em enganar o juiz, a favor do seu time.


As frases, adjetivos e expressões são inúmeros, e fazem parte de um extenso folclore desportivo, o qual também deve ser acrescentado com as antológicas frases e comentários dos atletas, as quais merecem com certeza ir muito além do anedotário.


A frase-título é muito usada quando uma ou mesmo as duas equipes praticam o esporte com tal distanciamento do que seria o mínimo esperado para uma partida de futebol, tão abaixo daquilo que se esperaria de uma simples pelada, onde a qualidade dos gladiadores é tão sofrível, que a sensação do espectador frustrado é a de que a bola, coitada, é o problema, a causa, a culpada pela contenda tão bisonha.


“Se não fosse a bola, o jogo (de futebol) - seria ótimo!”.


Verdade seja dita, em outras áreas do esporte ou em outras atividades, como no trabalho, ou mesmo na escola, pululam expressões bem-humoradas que possuem o mesmo efeito e intenção: atribuir, algumas vezes de forma sutil e até não ofensiva, a causa de algum descompasso no desempenho de alguma tarefa, seja ela regular ou pontual, a quem está naquele momento executando tal expediente, quando não transformam o alvo da brincadeira em um componente do sistema:


“O problema é aquela pecinha que está entre o monitor e a cadeira”, ou “O problema é aquela peça que está entre o volante e o banco”, “Fulano dança como se tivesse dois pés esquerdos”, “Se não fosse o adversário, ganhava todas”, e por aí vai tantas outras frases e expressões que identificam uma inabilidade ocasional ou contumaz, ou transferem a ineficácia para o objeto ou compromisso para o qual supostamente fora designado.


Entretanto, a coisa fica sem graça quando nos deparamos com a forma como nossos governantes estão lidando com a procuração que receberam das urnas.


A julgar pelo retrospecto, bem como pelos rumos (ou a falta deles) tomados.


Para esses, o problema da democracia tem sido o povo...



Música do dia: “O Futebol”, de Chico Buarque


Créditos: alambrado.net

 
 
 

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