Firula
- Roger

- 16 de jun. de 2020
- 1 min de leitura
Atualizado: 2 de jul. de 2020
"E depois, quando já for tarde demais
quanta dor é possível suportar?"
(Minha, da musica "Angústia de um País")
Ando meio preocupado
Com o que tem passado
Em meu pensar, pulula...
Grita a minha consciência
Com toda a insistência
Meu reivindicar, postula...
Reconheço, estou sem jeito
Que, estando em teu peito
Tanto minha boca, oscula...
Essa tensão incontida
Da explosão sentida
Vem uma palavra, chula...
E, ao final, feito em viés
eu vislumbro o que tu és
Tua silhueta esbelta da cabeça aos pés...
Eis que o tempo, inevitável
Tira mais de mim, implacável
Que o meu desejar, calcula...
Um olor de despedida
Ronda minha partida
Brisa ao meu redor, circula...
Deixo seu lugar, furtivo
Não olho prá trás, altivo
Tosco disfarçar, simula...
Sinto ainda a tua essência
A rir com displicência
E a gracejar de mim, petula
Obrigado a admitir
Sem rodeios, meu sentir
Penso, rezo, mentalizo, transpiro por ti...
Pensamento, consciência, bom senso e razão
É firula que esconde a paixão...
Música do dia:
"O Sonho Não Acabou", de Taiguara.

Obra de Antonio Medeiros






Meu poeta querido! ❤
O sonho nunca acaba. Somos um lá e um cá eternamente.
Até onde eu entendo, parece que neste você está triste, fala de partida e do tempo passando, inevitável. Com certeza a passagem do tempo é inevitável, mas a partida? Só a morte é uma partida definitiva (desta vida, claro). Vou ouvir a sua música, pra ver se fica mais claro. Quanto a uma palavra chula, nada do que você escreve é chulo (só pra rimar com óscula" ?).