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Inteligência Artificial e Caráter Artificial

  • Foto do escritor: Roger
    Roger
  • 13 de fev. de 2024
  • 2 min de leitura

"À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta".

(ditado popular na época de César - será mesmo?)



Uma ferramenta em franca ascensão, e uma qualidade cada vez mais relativizada – a inteligência, é claro.


Na busca da otimização dos processos, da máxima qualidade dos produtos e serviços a serem vendidos ou prestados, respectivamente, uma gama variada de recursos é utilizada para rentabilizar e proporcionar cada vez mais os resultados operacionais positivos desta ou daquela corporação.


Reduzir os custos (incluídos aí, para algumas muitas empresas, os salários), racionalizar os procedimentos, terceirizar atividades e responsabilidades de funções, transferir sempre que possível responsabilidades aos colaboradores sem a correspondente retribuição; dentro da lógica materialista em que nos inserimos, é tão natural quanto uma bola rolando ladeira abaixo.


Em tempos de inteligência artificial - da absorção de conhecimento extenso produzido ao longo do tempo em poucos segundos, aparecendo diante das telas – que como uma varinha de condão produz informações, imagens, ajustando e moldando as ideias, estilos e até capaz de ressuscitar personagens de todas as áreas, tal fenômeno vem reduzindo significativamente o tempo necessário para a consecução de inúmeros tipos de tarefas.


São trabalhos escolares, relatórios gerenciais, peças processuais, dissertações acadêmicas, dentre tantas outras funcionalidades que a tal IA veio para, aparentemente, ocupar um espaço nas relações humanas por um longo tempo.


Há muito tempo, as pessoas eram valorizadas pelo que eram, pelo que sabiam, pelo que aprendiam e pelo que ensinavam; com o materialismo, as pessoas passaram a ser valorizadas pelo que tinham, e não pelo que eram.


Hoje, nada disso mais é necessário: basta parecer ser e ou parecer ter.


Nessa linha, não é só a inteligência que passou a ser artificial; o caráter também.


É muito pouco crível que essa transformação veloz, insidiosa, subterrânea e fugaz, não esteja afetando o mundo corporativo, as relações sociais, políticas, afetivas e ambientais; afinal, basta fazer de conta que se sabe, que se tem experiência, que possui a solução para todos os casos, para angariar legiões de pessoas de boa-fé (ou não, como diria Caetano) as quais, prostradas, garantem a monetização e legitimam, muitas vezes, um rótulo que não corresponde ao conteúdo verdadeiro no interior da embalagem.


Afinal, em caso de dúvidas, o algoritmo responde.


Música do dia: "Choro Bandido", de Chico Buarque


Imagem criada por mim através do recurso de Inteligência Artificial

 
 
 

2 comentários


Soraia Ruiz
Soraia Ruiz
14 de fev. de 2024

Excelente!

Infelizmente, o parecer ser parece que virou regra!

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Rogério Dias de Andrade
Rogério Dias de Andrade
15 de fev. de 2024
Respondendo a

Olá, Soraia!! Paz e bem!


Em primeiro lugar, muito obrigado pelo gentil retorno!!


Em algum momento da história da humanidade, algumas pessoas perceberam que não é necessário ser verdadeiro, apenas convencer as outras pessoas que são. E a capacidade de construir internamente uma expectativa é a cereja do bolo. Mas na hora "H", as pessoas querem mesmo os verdadeiros... vai entender!! Grande abraço!!

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