top of page

O Prisma e o Buraco Negro

  • Foto do escritor: Roger
    Roger
  • 17 de nov. de 2020
  • 2 min de leitura

“Se você pudesse comer as suas próprias palavras, a sua Alma seria nutrida ou seria envenenada?” (Autor desconhecido)


Desnecessário falar que não se trata de discorrer sobre física ou matemática, sobre um sólido geométrico e uma determinada região do espaço; fenômenos tão distintos colocados em um mesmo contexto só poderiam fazer algum sentido se fossem vistos sob o ponto de vista simbólico.


E, simbolicamente, o que se quer aqui, quase como uma licença poética, é estimular duas formas distintas de como podemos lidar, nas relações humanas – dentre as quais nossas relações pessoais, profissionais, nossas escolhas em geral – com a única coisa comum que existe entre o prisma e o buraco negro: a forma como lidam com a luz.


Neste caso, a nossa Luz, e a Luz dos outros.


O que fazemos com a nossa e a dos outros.


Evidentemente e felizmente, a diversidade, a pluralidade e a crescente e irreversível queda das fronteiras físicas, e igualmente crescente ampliação dos horizontes do conhecimento, que encontramos atualmente por todo o lado, proporcionam outras incontáveis formas de interpretação que traduzam, metaforicamente, as diferentes formas de atuação, pensamento e escolhas que fazemos.


Todavia, diante dos novos e desafiadores fenômenos que pululam ao nosso redor e que somos impelidos involuntariamente a encarar, bem como testemunhar as respectivas reações das pessoas tanto à nossa volta, como através dos bombardeios constantes oriundos das redes sociais, não deixa de ser instigante procurar entender alguns dos estilos marcantes encontrados nessas reações, as quais dizem muito sobre seus autores.


É aí que entra a função simbólica.


Sob o ponto de vista da nossa luz, como cada um de nós se sente e se comporta quando essa luz passa por esses fenômenos, chamados aqui diplomaticamente de nossas atitudes?


O prisma não acumula, é transparente, compartilha, dá cor e ao refratar a luz, com igual transparência, mostra que somos resultado de diferentes cores; o prisma não retém, distribui; o prisma não esconde, expõe; o prisma não é o fim, mas o meio.


O buraco negro, de tão denso, só absorve, e não compartilha; não reflete, consome; é centrípeto e não distribui; sua gravidade não permite que a luz passe, mas a esconde, sequestra; e por fim, o buraco negro é o inexorável fim em si mesmo, de tal forma que nada ao seu redor tenha importância ou sobreviva.


Como sempre seremos fruto de nossas escolhas e não de nossos talentos, serão nossos passos na jornada, as pegadas que deixamos, os efeitos decorrentes das nossas ações e inações, que dirão se somos prismas ou buracos negros neste cosmo caótico e cada vez mais borbulhante e turbulento.


Se dividimos ou subtraímos.


Se espargimos ou sugamos.


Se acolhemos ou discriminamos.


Se nutrimos ou parasitamos.


Que resposta cada um de nós daria se fôssemos estimulados a responder se somos prisma ou buraco negro?



Música do Dia: “Planeta Sonho”, do 14 Bis.



 
 
 

1 comentário


denise2729
denise2729
17 de nov. de 2020

Muito atual!

Curtir

(11)94300-8520

Formulário de inscrição

Obrigado(a)

©2020 por Deixa Disso!. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page