O ódio como evasiva
- Roger

- 29 de ago. de 2023
- 2 min de leitura
"Quem odeia, pede socorro..."
(Minha mesmo...)
Era muito comum no meio corporativo (talvez ainda o seja nos dias atuais), considerando que alguns muitos não tinham apreço por reuniões - seja porque a pessoa que tem poder o usa para monopolizar as falas, cobrar mais desempenho das equipes, promover discussões intermináveis sobre assuntos que nem sempre culminavam com a resolução de obstáculos, seja pela pauta nem sempre organizada e estruturada, seja pela hora tardia, dentre outras causas - lançarem mão do bordão:
“Quando você não quiser resolver algum problema, faça uma reunião.”
O mesmo fenômeno e bordão, não raro, é ouvido também nas reuniões de condomínio e nas assembleias em geral (estudantis, sindicais, conselhos participativos, etc.), talvez porque alguns muitos não logravam êxito nas suas demandas, ou deixavam os respectivos locais antes do final dos trabalhos, ou não exerciam o direito de participação porque já vinham refratários e resistentes à possibilidade de que a discussão pudesse trazer soluções, ou mesmo a simples intenção de firmar posição política contrária, para desestabilizar ou desqualificar os resultados dessas reuniões.
Seja por ação ou por omissão, alguns muitos desenvolvem a capacidade de não enfrentamento de desafios, através de ações que geram espalhafato, turbulências, dissimulação, dispersão, desconfianças, animosidades.
E ódio.
Ao multiplicarem atos provocativos, dispersivos e desconstrutivos, provoca-se uma cortina de fumaça a qual, no mínimo, permite a essas pessoas que não se sentem capazes de enfrentar seus próprios desafios e obstáculos, se ocultarem – e é por isso talvez que se concentrem tanto nos meios virtuais – e fugirem das questões que realmente importam.
Apontar alternativas, propor entendimentos, consensos, dentre outras formas edificantes, exige um esforço de visão multilateral, empatia, estudos (não só no sentido erudito da palavra), disposição para aprender, dentre outras virtudes que, por entenderem incapazes, ou mesmo negligentes, ou até mesmo por uma claudicante e pusilânime boa-fé, acabam optando pelas palavras e atos destrutivos, trazendo consigo uma miríade de pessoas incautas, de boa ou de má-fé, atraídas pelo canto da sereia, que acabam legitimando tais atos.
Assim, o tempo passa, os ânimos se acirram, o pior das pessoas emerge, nada de útil ou prático se apura, e alguns muitos acabam fazendo o jogo dos provocadores, que se sentem à vontade no meio de tanta gente “como eles”.
Construir e manter relações pacíficas dá trabalho...
E a pergunta que não quer calar:
A quem interessa essa “cortina de fumaça”?
Música do dia: “Harmonia”, de Sá e Guarabyra.

Créditos: foto de Karin Muller






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