Soneto da Visita
- Roger

- 3 de nov. de 2020
- 1 min de leitura
“Não existe estupro culposo”
(desabafo coletivo)
Diante estou de tua porta ...
Diante estás de mim, incerta...
A porta, sim, está aberta
Mas não sinto com que te importas...
Tuas palavras, como cortinas...
Te protegem, como escudo....
E eu, sem saber, ainda mudo....
No que, enfim, te atinas...
Tuas mãos e olhos dizem coisas...
Mas tuas palavras te desmentem...
Deixando incertas tuas escolhas...
Mas, pela porta aberta somente...
Falas: “bem vindo visitante!”
O que me deixa, por si, contente...
Música do dia: “Verdade Chinesa”, com Emílio Santiago







Que lindo !!