Um Certo Povo
- Roger

- 25 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
"Democracia? É dar, a todos, o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, isso depende de cada um."
(Mário Quintana)
Era uma vez um certo povo, que tinha a capacidade de compartilhar as sensações físicas e emocionais entre todos.
Ali, suas dores são divididas solidariamente, o que estimula seus habitantes a aprenderem como lidar e como evitar as sensações físicas indesejáveis, bem como partilhar as dores inevitáveis.
Cada um, consciente da existência e das sensações que o outro passa, desenvolvia a auto prevenção, que por sua vez também beneficia os outros.
Cada um tem a consciência de que sua participação em sentimentos e ações, é percebida pelos outros e vice-versa; contribuir em favor do todo tem reflexos do todo em relação a cada um.
As omissões e indiferenças prejudicam mais àqueles que se furtam a participar, o que motiva a integração e o acolhimento.
A evolução e o desenvolvimento daquele povo são coletivos, solidários, em bloco, tal como se desenrola o desporto futebolístico dos tempos atuais.
Ninguém ficava para trás.
Guardar conhecimento e/ou bens para si não é possível, desnecessário.
Lá, o poder é consensual, concedido para a resolução de questões práticas, e a recompensa pelo bom e eficaz trabalho vem da energia recebida pela coletividade. Demagogias, abusos, improbidades não passam despercebidos.
Contudo, aquele povo não conseguia transferir naturalmente seu conhecimento, porque não possuía memória genética; e por conta disso, era através da transmissão dos conhecimentos adquiridos para os descendentes que se perpetuavam os aprendizados universalmente.
Quem transmitia as informações e conhecimentos sentia a gratidão e responsabilidades de quem as recebiam, e estes sentiam a segurança e a confiança daqueles.
As diferenças somam.
As diferenças se complementam.
As pessoas importam.
Música do dia: “Depende de Nós”, de Ivan Lins







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