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Um Outro Povo

  • Foto do escritor: Roger
    Roger
  • 9 de jul. de 2024
  • 2 min de leitura

Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de tantas outras pessoas…”

(Gonzaguinha, da canção: “Caminhos do Coração”)



Havia um povo que possuía a habilidade de transmitir geneticamente as experiências das gerações anteriores para as futuras.


Conforme enfrentavam desafios e tomavam decisões, seus aprendizados eram passados adiante, e as novas gerações já nasciam com o conhecimento daqueles que haviam enfrentado tais questões.


Atitudes, comportamentos e empreendimentos bem-sucedidos eram incorporados não apenas no cérebro, mas em cada molécula do corpo; assim como as experiências negativas e suas consequências eram aprendidas e transmitidas aos descendentes.


Cada indivíduo, sabendo que era o resultado das vivências de muitos, podia fazer as melhores escolhas, sentindo tanto os benefícios quanto os ônus do conhecimento herdado.


Cada um, ciente de que o outro possuía o mesmo saber, via o próximo como igual; esse conhecimento permitia mais tempo para novas experiências, fundamentadas no que já era conhecido através dos antepassados.


Lá, erros ou escolhas infelizes ocorriam, resultado do desconhecido; no entanto, a experiência adquirida e os resultados das ações tomadas eram absorvidos e compartilhados.


Para esse povo, o passado era como os degraus de uma escada já subida; o presente, os degraus que se construíam sobre os outros; e o futuro, sempre iminente.


Ensinar era uma honra e aprender, um investimento.


Omissões e indiferenças não tinham lugar.


O conhecimento pertencia a todos e era para todos.


Lá, o poder era concedido àqueles que mostravam maior habilidade em gerenciar o saber coletivo, os interesses comuns e enfrentar novos desafios; existia disputa e competição. Demagogias, abusos e improbidades eram escolhas que causavam consequências e constrangimentos.


Ali, as diferenças eram como um bosque colorido com variadas flores e árvores.


Ali, as diferenças ensinam e aprendem.


Ali, as pessoas importam.



Música do dia: “Vilarejo”, com Marisa Monte




 
 
 

4 comentários


waleme64
09 de jul. de 2024

O outro povo tinha potencial para ser perfeito.

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Roger
Roger
13 de jul. de 2024
Respondendo a

Olá, muito obrigado pelo seu gentil retorno!!

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Dario Leme
Dario Leme
09 de jul. de 2024

Excelente!!

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Roger
Roger
09 de jul. de 2024
Respondendo a

Olá, Dario!! Muito obrigado!! Grande abraço!!

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