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Ensaio sobre a Guerra – Prelúdio

  • Foto do escritor: Roger
    Roger
  • 25 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Se deixar um lobo vivo, as ovelhas nunca estarão seguras”

(Arya Stark, personagem da série Game of Thrones)


A guerra permeia todos os aspectos da existência humana, ainda que alguns muitos prefiram ignorar essa realidade.


Tal como diversos conceitos, ações e ideais enraizados e entranhados tanto no consciente quanto no subconsciente coletivo, sua aceitação quase instintiva como parte inerente da humanidade se manifesta em inúmeras dimensões da vida cotidiana.


Esse fenômeno pode emergir de maneira virtual, como ocorre nas redes sociais, onde estratégias de desmoralização lembram a antiga disseminação de panfletos de propaganda inimiga, projetados para minar a moral das populações e enfraquecer combatentes.


Além disso, a guerra se infiltra em nosso dia a dia por meio do incessante fluxo de notícias sobre conflitos armados distantes, reforçando a ilusão de que tais eventos nos são alheios, banais e irrelevantes.


Entretanto, a guerra também se revela de forma concreta e inegável, mesmo na ausência de tropas, tanques ou armamentos. No cotidiano, enfrentamos constantes confrontos – furtos, assaltos, fraudes presenciais e virtuais, muitos deles legitimados por instâncias oficiais. Essas práticas configuram uma realidade crua e implacável, evidenciando o conflito em sua essência mais primitiva.


No plano simbólico, o espírito bélico ressoa nos esportes, que frequentemente funcionam como válvulas de escape, permitindo que gladiadores contemporâneos se enfrentem sem que a morte seja o desfecho inevitável. Da mesma forma, jogos de tabuleiro replicam dinâmicas de conquista e dominação, enquanto brinquedos introduzem crianças, desde cedo, à lógica dos soldados, das batalhas e da eterna dicotomia entre bem e mal, consolidando a mentalidade combativa sob o pretexto do aprendizado lúdico.


As narrativas culturais refletem esse mesmo princípio. Seja na história de jovens bruxos lutando contra o mal, na missão de destruir um objeto que confere poder absoluto ao vilão, ou nos épicos galácticos onde protagonistas enfrentam legiões de clones e robôs com espadas luminosas e poderes tele cinéticos, a guerra é sempre o elemento central. Até mesmo enredos que envolvem alianças improváveis – como entre vampiros e lobisomens contra um inimigo comum – reiteram a constância do conflito como estrutura narrativa predominante.


Essa metáfora se estende também aos esportes de combate, onde o enfrentamento entre adversários é intercalado por breves momentos de trégua, ecoando o ciclo interminável da guerra.


Este ensaio busca provocar uma reflexão sobre aquilo que deveria ser considerado o maior flagelo da humanidade: o fenômeno mais degradante e doloroso criado pelo próprio ser humano:


A guerra.


Apesar de nos autodenominarmos "sábios" (Homo sapiens), talvez a nomenclatura mais apropriada fosse Homo bellicus.


Nas próximas semanas, algumas reflexões sobre os diversos fatores que perpetuam essa prática constante entre aqueles que se intitulam civilizados.


Entre os homens, a guerra é certa; a paz, contudo, só se for para descanso.


Música do Dia: "Peixinhos do Mar", de Milton Nascimento.

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